«sem perceber como nem porquê, pensou na impermanência da vida, na transitoriedade das coisas, na efemeridade do ser; diante dele a existência fluía como um sopro, sempre em mutação, tudo muda a todo o instante e nada jamais volta a ser o mesmo. não há finais felizes, reflectiu de si para si. todos temos um sétimo selo para quebrar, um destino à nossa espera, um apocalipse no fim da linha. por mais êxitos que somemos, por mais trunfos que alcancemos, por mais conquistas que façamos, para a última estação está-nos sempre reservada a derrota. se tivermos sorte e nos esforçarmos por isso, a vida até pode correr bem e ser uma incrível sucessão de momentos felizes, mas no fim, faça-se o que se fizer, tente-se o que se tentar, diga-se o que se disser, aguarda-nos sempre uma derrota, a mais final e absoluta de todas elas.»

josé rodrigues dos santos, 'o sétimo selo'

11 comentários:

  1. deves estar a confundir-me.. eu não sou querido! :o

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  2. vou seguir, gostei mesmo muito (:

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  3. Gostei :)

    Giveaway no Fashion Way of Life: http://fashion-way-of-life.blogspot.com/2011/07/giveaway-effusive.html

    xoxo F.

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  4. http://cobredealmadespedecoracao.blogspot.com/ - apaga o comentário sff e já podes seguir querida* ass: cátia mourisca

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«sorri, esquece, dorme, sonha; mas sobretudo, vive»