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Por incrível que pareça voltei a lembrar-me de ti. De ti, das tuas palavras e dos teus gestos. Dei por mim a pensar em nós e em como tudo era tão perfeito connosco. Dei por mim a tentar substituir-te. Tentei substituir-te. Usei tudo o que tinha ao meu alcance para te poder substituir. Mas na realidade sabia que isso era fraco da minha parte. E no fundo sempre soube que nunca iria conseguir que alguém ocupasse o teu lugar. Ambos sabemos porquê. Porque és insubstituível. E não digo isto para parecer bem, nunca o fiz também não é agora que o vou fazer, digo isto porque é a verdade. Sempre foi. E tu sabias tão bem o quanto significavas para mim.

Aconteceu tudo muito depressa, ainda há coisas que não fazem sentido e me deixam de rastos. Tentei mudar essas mesmas coisas. Mas nada muda só porque nos queremos, e eu aprendi isso da pior maneira. Cresci muito contigo, mas ainda tive de crescer mais sem ti, ficou tudo muito mais complicado desde que “te foste embora”. O preto-preto, o branco-branco e todas as cores que faziam parte de nós tornaram-se cinzentos-mortos, que não fazem bem a ninguém. Pelo menos a mim não faziam. E tu também sabias isso porque tu sabias sempre tudo. E não era preciso eu te dizer nada para tu perceberes tudo. Porque nós funcionávamos assim. Tu entendias o meu silêncio, eras dos poucos que o sabia fazer, afinal de contas eras dos poucos que me conhecia verdadeiramente.

Se havia uma coisa da qual eu me orgulhava na nossa relação, era o facto de pudermos contar tudo um ao outro. E quando eu precisava de alguma coisa, era a ti que eu recorria. Sempre soube confiar em ti, ainda sei. Tenho a certeza que nunca me vais desiludir. Porque és tu ♥

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«sorri, esquece, dorme, sonha; mas sobretudo, vive»